Uma em cada três mulheres sofre algum tipo de violência ao longo da vida. Com a democratização da internet e das redes sociais, essa violência também migrou para o mundo on-line. Milhares de mulheres brasileiras enfrentam diariamente diferentes formas de abuso digital como assédio, ameaças e perseguição.
O Repórter Justiça explica que o abuso digital é quando a tecnologia é usada como instrumento de violência, controle ou humilhação. O objetivo é constranger, intimidar, ameaçar, humilhar, perseguir ou controlar alguém. Em alguns casos, envolve ameaças, invasão de privacidade, exposição de imagens íntimas e extorsão.
No Brasil, não existe uma lei específica que trate exclusivamente do abuso digital, mas há várias legislações que tratam crimes e violência no ambiente digital como a Lei Carolina Dieckmann, a Lei Geral de Proteção de Dados e a Lei do Stalking. Apesar do avanço na legislação nos últimos anos, as vítimas do abuso digital ainda enfrentam uma série de barreiras.
O programa também apresenta iniciativas do Poder Judiciário para punir crimes digitais, proteger as vítimas e responsabilizar agressores nas plataformas. Nossos repórteres mostram que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove todos os anos a campanha “21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, onde são realizadas ações para sensibilizar a sociedade e o Poder Judiciário sobre o tema.