Segundo dados do IBGE (2012-2023), pessoas pretas e pardas constituem mais de 50% da população brasileira, mas como essas pessoas estão inseridas no mercado de trabalho? Embora muitas delas ocupem cargos de liderança, ainda há problemas estruturais a serem enfrentados, como o racismo, a falta de rede de apoio e a desigualdade salarial.
No Brasil, o Movimento Raça é Prioridade, vinculado ao pacto global das Nações Unidas (ONU), busca aumentar em 30% o número de pessoas negras em cargos de liderança em empresas brasileiras até 2025. O objetivo é chegar a 50% até 2030.
Dispositivos legais contribuem com esse objetivo. A Constituição de 1988 e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) proíbem qualquer diferença salarial por motivo de cor, idade, sexo ou estado civil. Já a Lei Caó (Lei nº 7.716/1989) criminaliza a descriminação racial, enquanto o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010) prevê políticas públicas para promover a igualdade no mercado de trabalho.
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