Há pouco mais de trĂŞs dĂ©cadas o paĂs registrou o episĂłdio mais sangrento da histĂłria do sistema carcerário brasileiro: o massacre do Carandiru. Em outubro de 1992, depois de uma briga entre detentos, a PolĂcia Militar invadiu o pavilhĂŁo 9 da Casa de Detenção, em SĂŁo Paulo. Cento e onze presos foram mortos. Mesmo apĂłs o episĂłdio que chamou atenção do brasil e do mundo e evidenciou as fragilidades do sistema penitenciário brasileiro, as violações de direitos seguem presentes no cárcere.
Mais de trĂŞs dĂ©cadas depois o que o Carandiru nos ensina? Qual o futuro das ciĂŞncias criminais e dos direitos humanos no paĂs? O convidado do Iluminuras desta semana reflete sobre essas e outras questões relacionadas. A jornalista Rafaela Vivas conversa com o professor de Direito Penal e do programa de PĂłs-graduação em Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense, Hamilton Gonçalves Ferraz. Ele Ă© organizador de um livro que reĂşne artigos sobre o sistema prisional e as violações de direitos nas Ăşltimas dĂ©cadas, a partir de uma análise do massacre do Carandiru. NĂŁo perca, na prĂłxima edição.