Os casos de assédio sexual aumentaram quase 60% nos últimos anos. A cada dez vítimas, sete são mulheres.
Acompanhe no Repórter Justiça a diferença entre as formas de assédio. O assédio moral, por exemplo, é uma violência psicológica que se manifesta por meio de ações repetitivas e prolongadas, com o objetivo de intimidar, humilhar, isolar ou desestabilizar emocionalmente alguém. Já o assédio sexual envolve condutas de conotação sexual não desejadas pela vítima, que podem ser verbais, físicas ou gestuais. Ambos geralmente partem de uma relação de hierarquia, mas podem ocorrer entre colegas também.
Nossos repórteres mostram uma portaria do Ministério do Trabalho e Emprego que prevê que as empresas sejam multadas, caso façam vista grossa para o assédio moral. Essa questão passa a ter o mesmo peso que um acidente de trabalho. Isso significa mudanças: estabelecer metas realistas e humanas, promover uma cultura do bem-estar, capacitar lideranças em gestão de riscos psicossociais, implementar canais seguros de denúncia e oferecer suporte psicológico.
O programa também mostra como os casos de assédio, principalmente no trabalho, prejudicam a saúde mental. Especialistas explicam que abalam a autoestima, comprometem a saúde mental e geram insegurança profissional. Apesar de ser um problema muitas vezes silencioso, existem canais de escuta e acolhimento, criados para receber denúncias, orientar e dar encaminhamentos. Entre eles está o Ministério Público do Trabalho.
Você também vai ver que o Poder Judiciário possui conta com seus meios de comunicação sobre o assunto. O Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, lançou recentemente, no canal do YouTube uma playlist dedicada ao combate ao assédio e à discriminação. Os conteúdos foram desenvolvidos em cumprimento a uma resolução do Conselho Nacional de Justiça. Instituições públicas e privadas passaram a se importar, cada vez mais, com a questão do assédio porque entenderam a gravidade desse tipo de conduta.